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O que fazer? - Vladimir Lenin - Notas

Trechos e anotações do livro O que fazer?, de Vladimir Lenin. Trabalhei com as Obras Escolhidas em Três Tomos, das Edições Avante, de 1977, onde o texto se encontra no Tomo 1, que contém 765 páginas. O texto inicia-se na página 79.

Prefácio

p. 81 - Três problemas a serem abarcados: o "caráter e o conteúdo principal de nossa agitação política; as nossas tarefas de organização; o plano para a criação, simultaneamente e por diversos lados, de uma organização de combate de toda a Rússia."

p. 82 - Mais dois problemas: "por que motivo uma palavra de ordem tão 'inocente' e tão 'natural' como 'liberdade de crítica' é para nós um verdadeiro grito de guerra? Porque não podemos chegar a um acordo nem sequer sobre o problema fundamental do papel da social-democracia em relação ao movimento espontâneo de massas?"

I - Dogmatismo e liberdade de crítica

p. 84 - Transformação da social-democracia em um partido democrático de reformas sociais.

p. 86 - "A liberdade é uma grande palavra, mas foi sob a bandeira da liberdade de indústria que se fizeram as piores guerras de pilhagem. Foi sob a bandeira da liberdade de trabalho que se espoliaram os trabalhadores."

p. 91 - "Só podem recear as alianças temporárias, mesmo com os elementos inseguros, aqueles que não tem confiança em si próprios; e nenhum partido político poderia existir sem essas alianças." Os democratas burgueses "(...) são aliados naturais e desejáveis da social-democracia, sempre que se trate de tarefas democráticas desta, tarefas que a situação actual da Rússia coloca em primeiro lugar." Mas é condição indispensável para esta aliança que os socialistas tenham plena possibilidade de revelar à classe operária a posição hostil entre seus interesses e os interesses da burguesia."

p. 96 - "Sem teoria revolucionária não pode haver também um movimento revolucionário", ao criticar a Rabótcheie Dielo por ser conivente e promover o rebaixamento teórico.

p. 97 - A importância da teoria para a social-democracia russa.

p. 98 - Trecho de Engels sobre a social-democracia e o movimento operário alemães.

II - A espontaneidade das massas e a consciência da social-democracia

p. 100 - Relações entre o consciente e o espontâneo. "o 'elemento espontâneo' não é mais que a forma embrionária do consciente."

p. 101 - A consciência que vem de fora. A classe operária, com suas próprias forças, só pode chegar a uma consciência trade-unionista."

p. 105 - Sobre a luta econômica apenas, em retrocesso à luta política: "Em vez de se exortar a marchar para a frente, a consolidar a organização revolucionária a alargar a actividade política, incitou-se a voltar para trás, para a luta exclusivamente trade-unionista." "(...) burgueses da Europa ocidental que no seu ódio ao socialismo, procuravam (...) transplantar para os seus países o trade-unionismo inglês (...)", ou seja, a luta socialista era mais forte em alguns países do que a luta sindical? Toda essa página contém argumentos contra a luta exclusivamente sindical.

p. 106 - O culto ao espontaneísmo: "(...) tudo o que seja diminuir o papel de 'elemento consciente' (...) significa - independentemente da vontade de quem o faz - fortalecer a influência da ideologia burguesa sobre os operários." O movimento puramente operário é incapaz de elaborar uma ideologia independente."

p. 107 - Citação de Kautsky onde menciona que o socialismo e a luta de classes surgem um ao lado do outro, mas não derivam um do outro. O socialismo foi construído sobre bases científicas pela intelectualidade burguesa e, daí, foi passado aos operários mais conscientes.

p. 108 - "(...) tudo o que seja rebaixar a ideologia socialista, tudo o que seja afastar-se dela significa fortalecer a ideologia burguesa. (...) o trade-unionismo implica precisamente a escravidão ideológica dos operários pela burguesia. (...) a nossa tarefa (...) consiste em combater a espontaneidade (...)"

p. 112 - "Do facto de os interesses econômicos desempenharem um papel decisivo não se segue de maneira alguma que a luta econômica (= sindical) tenha uma importância primordial, porque os interesses mais essenciais, 'decisivos', das classes só podem ser satisfeitos em geral, por transformações políticas radicais."

p. 116 - "(...) a espontaneidade das massas exige de nós (...) uma elevada consciência. Quanto mais poderoso for o ascenso espontâneo das massas, quanto mais amplo se tornar o movimento, tanto maior, incomparativamente maior, será a rapidez com que aumenta a necessidade de uma elevada consciência, quer no trabalho teórico quer no político e no de organização (...)"

p. 117 - Sobre o ascenso de massas na Rússia e o atraso dos revolucionários.

III - Política trade-unionista e política social democrata

p. 118 - Os panfletos sobre a "luta econômica" (luta sindical e luta política que apareciam nas fábricas.

p. 119 - O trabalho sindical absorveu toda a social-democracia. "Devemos empreender ativamente o trabalho de educação política da classe operária."

p. 120 - Em que se deve consistir a educação política? "Não basta explicar a opressão política do que são objeto os operários (...). É necessário fazer agitação a propósito de cada manifestação concreta desta opressão (...)"

p. 121 - Sobre os meios mais aplicáveis para integrar as massas na luta política: não só a luta econômica: "Medidas não menos 'amplamente aplicáveis' para tal 'integração' são todas e quaisquer manifestações ligadas à luta econômica." Lenin discorre sobre as opressões a qual pode-se fazer agitação, inclusive a opressão policial.

p. 123 - Crítica de Lenin à frase "imprimir à própria luta econômica um caráter político" pois essa frase "nada mais contém do que a luta pelas reformas econômicas."

p. 126 - Brilhante explicação e exemplo sobre propaganda e agitação, em polêmica com Lomonóssov: "(...) um propagandista, se tratar por exemplo da questão do desemprego, deve explicar a natureza capitalista das crises, assinalar a causa da inevitabilidade das mesmas na sociedade atual, indicar a necessidade de transformar a sociedade capitalista em socialista, etc. (...) Pelo contrário, ao tratar do mesmo problema, o agitador tomará um exemplo, o mais flagrante e mais conhecido do seu auditório - por exemplo, o caso de uma família de desempregados morta de inanição, a miséria crescente, etc. -, e aproveitando este facto conhecido por todos fará todos os esforços para inculcar nas 'massas' uma só ideia: a ideia do absurdo da contradição entre o aumento da riqueza e o aumento da miséria; procurará despertar nas massas o descontentamento, a indignação contra essa flagrante injustiça, deixando ao propagandista o cuidado de dar uma explicação completa desta contradição. É por isso que o propagandista principalmente atua por meio da palavra impressa, enquanto o agitador atua de viva voz. Ao propagandista exigem qualidades diferentes das do agitador."

p. 128 - Para elevar a atividade da massa operária, uma das condições é "(...) organizar denúncias políticas que abarquem todos os terrenos" e não apenas o plano econômico. "A consciência da classe operária não pode ser uma verdadeira consciência política se os operários não estão habituados a reagir contra todos os casos de arbitrariedade e opressão, de violência e abusos de toda a espécie, quaisquer que sejam as classes afectadas (...)"

p. 129 - A importância de que a classe operária seja consciente das outras classes.

p. 130 - "Apanhar alguém, em flagrante delito e estigmatizá-lo imediatamente perante todos e em toda parte tem mais efeito que qualquer 'apelo' (...) Não se pode apelar para uma ação - no sentido concreto da palavra e não no sentido geral - se não no próprio lugar da ação; só se pode exortar os outros à ação aquele que se lança na ação."

p. 131 - Exortação de intelectuais para darem sua contribuição não somente através de artigos 'maçudos' mas através de 'denúncias vivas'.

p. 132 - Semelhanças entre o 'economismo' e o 'terrorismo': a espontaneidade.

p. 133 - Crítica ao terrorismo. Em nota de rodapé: "Que Martínov nos mostre onde já se viu que, pelo único e simples fato de dirigir a luta sindical, se tenha conseguido transformar o movimento trade-unionista em movimento revolucionário de classe. Não se aperceberá que para realizar esta 'transformação' nos devemos encarregar ativamente da 'direção imediata' da agitação política em todos os seus aspectos?"

p. 134 - Crítica ao terrorismo e a Rab. Dielo que "não pode resistir à espontaneidade do 'economismo', tão-pouco tenha podido resistir à espontaneidade do terrorismo." É impossível intimidar o governo através do terrorismo e presta um desserviço à nossa tarefa da "educação da atividade revolucionária das massas".

p. 135 - Não é possível desenvolver a consciência política de clase "a partir de dentro" da sua luta econômica, ou seja, tomando esta luta como ponto de partida. "A consciência política de classe não pode ser levada ao operário senão do exterior, isto é, de fora da luta econômica."

p. 137 - "Devemos 'ir a todas as classes da população' como teóricos, como propagandistas, como agitadores e como organizadores."

p. 142 - O jornal como tribuna para denúncias políticas ("declaração de guerra ao governo") e como organizador político.

p. 147 - "(....) todo o culto da espontaneidade do movimento de massas, todo o rebaixamento da política social-democrata ao nível da poĺitica trade-unionista, equivale a preparar o terreno para converter o movimento operário num instrumento da democracia burguesa."

p. 148 - Balanço sobre o que levou à não reanimação das tendências revolucionárias após a Primavera (?): autocrítica: "A razão consiste em não termos estado à altura da nossa missão (...)".

IV - O trabalho artesanal dos economistas e a organização dos revolucionários

p. 149 - Desprezo da Rab. Dielo à organização. Defesa de Lenin a uma organização centralizada.

p. 150 - Exemplo de uma ação espontânea crescente.

p. 151 - Ação da polícia sobre essa ação. A repressão do governo.

p. 152 - Citação muito esclarecedora sobre a temporalidade do movimento espontâneo e a falta de revolucionários para atuar nos movimentos. A falta de uma organização permanente de revolucionários.

p. 153 - O "trabalho artesanal" está associado ao "economismo". Tendências que acham suficiente organizar a "greve geral" ou estimular o movimento operário com um "terror excitante" "(...) não compreendem a nossa primeira e mais urgente tarefa prática: criar uma organização de revolucionários capaz de dar à luta política energia, firmeza e continuidade."

p. 156 - "É ridículo que se fale de 'organização de combate' para lutar por 'reivindicações políticas imediatas' ou para 'a luta econômica contra os patrões e o governo'".

p. 156 - "(...) a luta contra a polícia política exige qualidades profissionais."

p. 157 - Sobre as greves e os revolucionários: "(...) o governo terá o cuidado de cortar todas as comunicações com os grevistas, terá o cuidado de tornar impossível toda a difusão de notícias sobre a greve. E é aqui que já torna necessária a 'luta contra a polícia política', uma luta especial, uma luta que nunca poderá ser travada activamente por uma massa tão ampla como aquela que participa das greves. Esta luta deve ser organizada 'segundo todas as regras da arte', por pessoas que tenham como profissão a atividade revolucionária."

p. 158 - Diferenças de "organizações de operários" e "organizações revolucionárias": "A organização de operários deve ser, em primeiro lugar, sindical; em segundo lugar, deve ser o mais ampla possível; em terceiro lugar, deve ser o menos clandestina possível. Pelo contrário, a organização de revolucionários deve englobar, antes de tudo e sobretudo, pessoas cuja profissão seja a atividade revolucionária (...) Perante esta característica geral dos membros de uma tal organização, deve desaparecer por completo toda a distinção entre operários e intelectuais, para não falar já da distinção entre as diferentes profissões de uns e de outros. Necessariamente, esta organização não deve ser muito extensa, é preciso que seja o mais clandestina possível."

p. 159 - "(...) as condições da Rússia, por um lado, incitam fortemente os operários que lutam no terreno econômico a pensar nas questões políticas (...)", considerando a Rússia como uma ditadura. "As organizações operárias para a luta econômica devem ser as organizações sindicais." Mas sobre o caráter dessas organizações.

p. 160 - Desmascarar as notas conciliadoras, que querem promover a colaboração pacífica das classes. Os infiltrados nas organizações.

p. 161 - "As organizações sindicais podem não ser extraordinariamente úteis para desenvolver e reforçar a luta econômica, como podem tornar-se, além disso, um auxiliar valioso da agitação política e da organização revolucionária."

p. 162 - O caráter da organização sindical, da organização revolucionária e a relação entre ambos.

p. 164 - Brilhante crítica a uma nota que critica apelando à multidão, as direções como um todo e não diferenciando as boas direções das direções ruins. O respeito das massas à uma direção (o exemplo dos alemães).

p. 165 - Sobre a direção: "(...) sem 'uma dezena' de chefes de talento (e os talentos não surgem às centenas), de chefes provados, profissionalmente preparados e instruídos por uma longa prática e bem unidos entre si, não é possível, na sociedade contemporânea, a luta firme de qualquer classe."

p. 166 - Cinco afirmações sobre a organização revolucionária: "1) que não pode haver movimento revolucionário sólido sem uma organização estável de dirigentes, que assegure a continuidade; 2) que quanto mais extensa for a massa espontaneamente integrada na luta, massa que constitui a base do movimento e que nele participa, mais premente será a necessidade de semelhante organização e mais sólida deverá ela ser; 3) que tal organização deverá ser transformada, fundamentalmente, por homens entregues profissionalmente às atividades revolucionárias; 4) que num país autocrático, quanto mais restringimos o contingente dos membros de uma organização deste tipo, a ponto de não incluir nela senão os filiados que se ocupem profissionalmente de atividades revolucionárias e que tenham já uma preparação profissional na arte de lutas contra a polícia política, mais difícil será 'caçar' esta organização, e - 5) - maior será o número de pessoas, tanto da classe operária como das demais classes da sociedade, que poderão participar do movimento e colaborar ativamente nele."

p. 167 - "A centralização das funções clandestinas da organização não implica, de maneira alguma, a centralização de todas as funções do movimento. A colaboração ativa das mais amplas massas na literatura ilegal, longe de diminuir, decuplicará, quando uma 'dezena' de revolucionários profissionais centralizar as funções clandestinas dessa atividade."

p. 168 - Aspectos clandestinos a serem centralizados. Lênin se adianta prevendo que as concepções que defende não são democratistas. "Um revolucionário mole, vacilante nos problemas teóricos, de horizontes limitados, que justifica a sua inércia com a espontaneidade das massas, mais parecido com um secretário de trade-union de que com um tribuno popular, sem um plano audacioso e de grande alcance que imponha respeito até aos seus adversários, inexperiente e inábil na sua arte profissional (a luta contra a polícia política), não é, desculpai, um revolucionário, mas um pobre artesão!".

p. 169 - Contra o argumento de que não há homens suficientes para a organização revolucionária, Lênin diz que é o contrário, uma vez que "tanto a classe operária como setores cada vez mais variados da sociedade fornecem, todos os anos, um número sempre maior de descontentes (...). Mas ao mesmo tempo, não há homens, porque não há dirigentes, não há chefes políticos, não há talentos organizadores capazes de organizar um trabalho simultaneamente amplo e unificado, coordenado, que permita utilizar todas as forças, mesmo as mais insignificantes."

p. 170 - A especialização dos militantes.

p. 171 - "(...) na guerra, como se sabe, o mais importante não é só inspirar confiança nas próprias forças, mas também impressionar o inimigo e todos os elementos neutrais (...) a especialização pressupõe, necessariamente, a centralização (...)" "(...) a nossa atenção deve voltar-se principalmente para elevar os operários ao nível dos revolucionários e não para descermos nós próprios infalivelmente ao nível da 'classe operária'." Mesmo assim, Lênin defende literatura diferente para os diferentes níveis de operário.

p. 172 - A incompetência dos revolucionários em transformar os operários em revolucionários profissionais (agitadores, propagandistas, etc.).

p. 173 - Os melhores operários devem ser profissionalizados: "Todo agitador operário que tenha algum talento, que 'prometa', não deve trabalhar onze horas na fábrica. Devemos arranjar maneira de ele viver por conta do partido (...)".

p. 175 - O caráter conspirativo da organização. "(...) todo o combate implica uma possibilidade abstrata de derrota, e não existe outro meio de diminuir essa possibilidade do que preparar organizadamente o combate. (...) uma forte organização revolucionária é absolutamente necessária precisamente para dar estabilidade ao movimento e preservá-lo da possibilidade de ataques irrefletidos."

p. 176 - A questão da democracia na organização. O "'amplo princípio democrático' implica duas condições imprescindíveis: em primeiro lugar, uma publicidade completa, e, em segundo lugar, o caráter eletivo de todos os cargos." A publicidade completa é impossível em uma organização secreta.

p. 177 - Os cargos elegíveis na organização.

p. 178 - "O único princípio da organização sério a que se devem subordinar os dirigentes de nosso movimento deve ser: o mais severo secretismo, a mais severa seleção dos filiados, e a preparação de revolucionários profissionais. Estando reunidas estas qualidades, estará assegurada uma coisa mais importante do que a 'democracia', a saber: a plena e fraternal confiança mútua entre os revolucionários."

p. 179 - A necessidade do profissionalismo e da especialização nos sindicatos e organizações.

p. 180 - O trabalho local e o trabalho nacional: "(...) neste últimos anos o nosso movimento se ressente precisamente do fato de os militantes locais estarem excessivamente absorvidos pelo trabalho local (...)".

p. 181 - A importância de um jornal nacional frente aos jornais locais.

p. 183 - Para o dia-a-dia e as questões locais e imediatas: panfletos, "(...) mas no que respeita ao jornal devemos elevá-lo e não rebaixá-lo ao nível das folhas de fábrica."

p. 184 - Defesa de um "estado-maior" para organizar, escrever e produzir o jornal.

p. 186 - Materiais para os trabalhadores em seu local de trabalho. O conteúdo das "brochuras sindicais".

V - "Plano" de um jornal político para toda a Rússia

p. 188 - Críticas de R. Dielo ao jornal como organizador político.

p. 193 - Podem e devem haver organizações políticas locais. O jornal nacional não as criará, mas terá o papel de organizá-las. "(...) tampouco as massas aprenderão jamais a travar a luta política enquanto nós não ajudarmos a formação dos dirigentes para esta luta (...)".

p. 197 - Tarefas práticas de jornal. Unificar, concentrar, organizar. Sobre a unificação.

p. 198 - O jornal para consolidar a união. Exemplos dos vários círculos em uma cidade ou círculos entre cidades.

p. 199 - Periodicidade do jornal: "(...) umas quatro vezes por mês, e não uma vez por mês como as revistas volumosas." Como o jornal nacional ajudaria na organização e formação dos operários e das lutas em todo o país. "Começando com uma pequena viagem para tratar de assuntos do partido e à custa do partido, os militantes habituar-se-iam a viver inteiramente por conta do partido, a tornar-se revolucionários profissionais, a formar-se como verdadeiros chefes políticos."

p. 200 - O jornal, inicialmente é "(...) muito inofensivo e muito pequeno, ainda, mas regular e comum no pleno sentido da palavra (...)"

p. 201 - O sonho e a realidade (a batalha de Lenin pelo jornal). "(...) a nossa 'tática-plano' consiste em rejeitar o apelo imediato ao assalto, em exigir que se organize 'o assédio regular à fortaleza inimiga', ou, por outras palavras, em exigir que todos os nossos esforços tenham como objetivo reunir, organizar e mobilizar um exército regular."

p. 202 - O "exército regular" de militantes e a multidão.

p. 204 - "Devemos desenvolver sempre o nosso trabalho quotidiano e estar sempre dispostos a tudo, porque muitas vezes é quase impossível prever como alternarão os períodos de explosões com os de calma (...)". Uma prisão, por exemplo, pode por a fim o trabalho de uma organização local, mas uma organização nacional se adaptará.

p. 205 - O exemplo de uma insurreição, onde uma "rede de agentes" já estaria politicamente organizada pelo jornal e não seria necessário aguardar as ordens de um suposto "comitê central".

Conclusão

p. 206 - Períodos da história da social democracia russa: 1. Nascimento e consolidação. "O número de partidários contava-se por unidades. A social-democracia existia sem movimento operário (...)". 2. 1894-1898: infância e adolescência, surge como movimento social e partido político.

p. 207 - 3. 1898 - Dispersão, desagregação e vacilação. Apesar do retrocesso dos dirigentes, o movimento somente crescia. Consolidação do marxismo entre os socialistas.

Tentativa para fundir o "Iskra" com a "Rabótcheie Dielo"

p. 210 - Acordo exigia uma luta contra todas as formas de oportunismo.